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May 4, 2026

Tendências do e-commerce 2026: o que mudou na jornada de compra e como converter mais

O e-commerce cresce, mas converter ficou mais difícil. Em 2026, a jornada é não linear, comparativa e acontece em vários canais. O consumidor pesquisa, avalia e muda de decisão com facilidade. Por isso, a conversão depende menos de tráfego e mais de reduzir incertezas com boa experiência, prova social e clareza na decisão.

Ribas Neto
CEO & Co-Founder da Mahara Marketing
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O e-commerce brasileiro nunca teve tanta presença na vida do consumidor. Mais da metade da população já compra online e o mercado cresce ano após ano.

Mas converter nunca foi tão difícil.

O que mudou não foi o produto, o preço ou o canal. O que mudou foi a forma como o consumidor decide. A jornada de compra de 2026 é mais longa, mais comparativa e mais instável do que qualquer modelo tradicional consegue explicar.

O funil de vendas não explica mais o comportamento do consumidor

Durante décadas, o funil de vendas estruturou a jornada de compra: o consumidor descobre um produto, considera as opções e decide. Linear e previsível.

Na prática, esse modelo já não corresponde ao comportamento real. Entre o primeiro estímulo e a compra, o consumidor pesquisa em buscadores, assiste a vídeos, lê avaliações, compara preços em marketplaces e consulta IAs generativas. 

Segundo dados de mercado, mesmo quando o cliente coloca itens no carrinho, em média sete de cada dez não finalizam a compra.

O que acontece nesse espaço é uma alternância constante entre dois estados: exploração, quando o consumidor expande possibilidades e ainda não está decidido, e avaliação, quando o foco passa a ser comparar e reduzir incerteza.

Esses dois estados não se sucedem de forma linear. O consumidor pode estar avaliando opções, descobrir uma alternativa nova e voltar a explorar. Esse ciclo se repete até a decisão final.

Mais do que um problema de conversão, isso é um problema de decisão. E entender essa diferença muda a forma como um e-commerce deve ser estruturado.

O que o consumidor digital de 2026 está fazendo diferente

O consumidor de 2026 é mais informado, mais criterioso e menos tolerante a fricções.

Segundo o Think With Google, cerca de um terço dos consumidores está gastando mais tempo considerando marcas e varejistas antes de comprar. Mais tempo de consideração significa mais exposição à concorrência e mais oportunidades para a preferência mudar.

A jornada é multicanal por natureza. O consumidor pesquisa no Google, compara no marketplace e finaliza na loja que oferecer a melhor combinação de confiança, preço e prazo. De acordo com o E-Consumidor 2026, pesquisa realizada pela Nuvemshop em parceria com o Opinion Box, os marketplaces (45,5%) e o Google (38,8%) são os principais canais de início de pesquisa.

A IA também ganhou espaço. Um em cada três consumidores já usa ferramentas como ChatGPT e Gemini para comparar produtos e tomar decisões. Parte da jornada acontece fora do controle direto da marca, em conversas com IAs que recomendam com base em relevância.

Por fim, a prova social segue decisiva. Avaliações de clientes são determinantes para quase 60% dos consumidores na hora de finalizar uma compra, e mais da metade julga lojas desconhecidas pela nota no Reclame Aqui, segundo o mesmo estudo.

Onde os e-commerces estão perdendo vendas

Se a decisão acontece em um ambiente instável e comparativo, o foco precisa estar em vencer no momento da escolha.

Os pontos de fricção mais comuns que mantêm o consumidor no ciclo de comparação ou o direcionam para outra alternativa são:

  • Páginas de produto sem clareza suficiente: descrições genéricas e ausência de informações que respondam às dúvidas reais do consumidor aumentam a incerteza e prolongam o ciclo de avaliação.

  • Ausência de prova social consistente: o E-Consumidor 2026 mostra que 54% dos consumidores desconfiam quando a loja exibe apenas avaliações positivas. Poucas avaliações ou reviews desatualizados reduzem a confiança no momento decisivo.

  • Frete e prazo pouco competitivos: segundo o mesmo estudo, o frete caro é apontado como o principal motivo de abandono de carrinho por 57% dos consumidores. Em um cenário de comparação rápida, esses fatores têm peso desproporcional na decisão final.

  • Experiência de checkout com atrito: processos longos ou instabilidade técnica no momento do pagamento derrubam a conversão na etapa mais crítica da jornada.

Conclusão

A venda não acontece porque o usuário chegou até o checkout. Ela acontece no momento em que a incerteza é resolvida e o consumidor se sente seguro o suficiente para decidir.

Entender isso muda a forma como um e-commerce deve ser estruturado, comunicado e otimizado. Mais do que atrair tráfego, o desafio é convencer no momento certo.

Se você quer entender como a sua operação está estruturada para converter nesse cenário, fale com a Mahara.