Quando a Black Friday se aproxima, boa parte das discussões de e-commerce começa pelo mesmo lugar: investimento em mídia, descontos, criativos, estoque e metas de faturamento.
Tudo isso importa. Mas existe uma questão anterior a essas decisões: a operação está preparada para transformar o aumento da demanda em resultado?
Em um mês comum, alguns gargalos podem passar quase despercebidos. Uma página de produto que poderia converter melhor, uma taxa de aprovação de pagamento abaixo do potencial ou uma base de clientes pouco trabalhada representam oportunidades perdidas todos os dias.
Na Black Friday, o volume aumenta. E o impacto desses problemas aumenta junto.
Por isso, preparar um e-commerce para novembro não deveria significar apenas montar um calendário de campanhas. É preciso entender onde a operação pode perder eficiência justamente quando houver mais pessoas tentando comprar.
Pensando nisso, reunimos cinco pontos com relação a operação de um e-commerces que merecem atenção.
1. Aumentar o investimento em mídia antes de entender onde as vendas estão sendo perdidas
A Black Friday naturalmente cria uma pressão por mais tráfego.
Mais orçamento. Mais campanhas. Mais alcance. Mais pessoas chegando ao site.
Mas existe uma conta simples que nem sempre recebe a mesma atenção: quanto do tráfego que já chega ao e-commerce está sendo bem aproveitado?
Se uma página de produto recebe muitas visitas e gera poucos carrinhos, aumentar a mídia também aumenta o volume de pessoas passando por esse gargalo.
Se há abandono excessivo no checkout, trazer mais consumidores até ele não resolve o problema.
Se a taxa de aprovação de pagamentos está abaixo do potencial, uma parcela das vendas conquistadas pelo marketing continuará sendo perdida na última etapa.
Por isso, antes de decidir quanto aumentar o investimento na Black Friday, vale entender onde cada venda pode estar escapando hoje.
Em alguns casos, a próxima oportunidade de faturamento não está em comprar mais tráfego. Está em aproveitar melhor o tráfego que a operação já consegue gerar.
2. Planejar a Black Friday olhando apenas para novembro
A preparação para a Black Friday não começa necessariamente em uma reunião sobre Black Friday.
Ela também acontece em cada campanha, lançamento e data comercial realizada ao longo do ano.
Esses momentos ajudam a responder perguntas importantes: quais categorias despertam mais interesse? Quais produtos aumentam o ticket? Quais ofertas trazem volume sem comprometer o resultado? Quais públicos compram novamente? Onde a jornada apresenta mais abandono?
O problema é quando cada campanha termina e a próxima começa praticamente do zero.
Um calendário comercial bem trabalhado produz mais do que faturamento. Produz aprendizado.
Quando esses aprendizados são acumulados, novembro deixa de ser um grande experimento e passa a ser uma oportunidade de escalar decisões que já foram testadas ao longo do ano.
3. Definir desconto antes de entender o que precisa ser vendido
Na Black Friday, desconto costuma ocupar o centro da estratégia.
Mas começar pela porcentagem da oferta pode inverter a ordem das decisões.
Antes de definir quanto reduzir o preço, existem outras perguntas: quais produtos têm maior intenção de compra? Onde existe estoque? Quais itens suportam determinada condição comercial? Quais categorias podem ajudar a aumentar o ticket? Quais clientes precisam realmente de um incentivo para converter?
Em um e-commerce de moda, por exemplo, não necessariamente faz sentido aplicar a mesma lógica promocional a um produto com alta procura, uma coleção com maior profundidade de estoque e uma categoria com baixa saída.
Desconto deveria ser consequência de uma decisão comercial, e não a estratégia inteira.
Quanto melhor a leitura sobre produto, cliente e margem, maior a capacidade de construir ofertas com função clara dentro da operação.
4. Cada área se preparar para a Black Friday separadamente
Mídia tem um plano. CRM tem outro. O comercial define as ofertas. A operação acompanha estoque. O atendimento se prepara para o aumento de chamados.
Individualmente, tudo pode parecer organizado.
O problema aparece quando essas decisões precisam funcionar juntas.
Uma oferta aumenta a demanda de determinado produto. A mídia acelera. O estoque responde. O site precisa converter. O pagamento precisa ser aprovado. A entrega precisa cumprir a promessa. O atendimento precisa resolver os problemas. E o CRM precisa saber o que aconteceu para continuar o relacionamento.
Para o consumidor, tudo isso é uma única experiência de compra.
A Black Friday não acontece por departamentos.
Por isso, uma operação preparada precisa de prioridades compartilhadas e dados que permitam entender o impacto de uma decisão sobre as outras áreas.
Esse é um dos momentos em que olhar para o e-commerce como um todo deixa de ser discurso e passa a ter efeito direto no resultado.
5. Considerar a venda como o fim da Black Friday
O pedido foi aprovado. A venda entrou. A campanha converteu. Para a Black Friday daquele ano, ótimo.
Para o valor daquele cliente ao longo do tempo, a história está apenas começando.
Novembro costuma colocar muitos consumidores em contato com uma marca pela primeira vez. E o que acontece depois dessa aquisição influencia a possibilidade de uma segunda compra.
A experiência de entrega, o atendimento, uma eventual troca e a comunicação depois da compra passam a fazer parte dessa construção.
Ao mesmo tempo, cada novo cliente gera informações que ajudam a marca a entender melhor sua base: o que comprou, por qual categoria entrou, quanto gastou e como respondeu à oferta.
Esses dados podem alimentar segmentações, campanhas de relacionamento e novas oportunidades de venda.
Por isso, uma boa Black Friday não deveria gerar apenas pedidos. Deveria deixar uma base mais valiosa para os meses seguintes.
O maior erro pode ser tratar a Black Friday como uma campanha
Mídia, desconto e criativos são importantes. Mas nenhum deles consegue sustentar sozinho o resultado de uma operação sob alta demanda.
A Black Friday coloca várias partes do e-commerce sob pressão ao mesmo tempo.
E é justamente por isso que a preparação mais importante não está em uma única área.
Na Mahara, essa é a lógica por trás do M360. Em vez de olhar para performance de forma isolada, conectamos tecnologia, dados, canais, performance e comunicação para entender onde estão os gargalos e quais movimentos precisam ser priorizados em cada momento da operação.
Se a Black Friday vai aumentar a demanda, a operação precisa estar preparada para transformar esse volume em resultado.
Quer entender o que precisa ser ajustado no seu e-commerce antes de novembro? Fale com nossos especialistas.