A Black Friday acontece oficialmente no fim de novembro, mas a jornada de compra já começou.
Segundo estudo do Grupo Globo, 51% dos consumidores começam a pesquisar produtos e serviços de seu interesse entre três e um mês antes da Black Friday. Já a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2026, divulgada pela Tray, aponta que 50% iniciam a pesquisa de preços com mais de um mês de antecedência.
Isso muda o papel de outubro no planejamento dos e-commerces.
Em vez de ser apenas o mês de preparar promoções, outubro é o momento de entender onde concentrar esforços, testar o que ainda precisa ser validado e corrigir os pontos da operação que podem limitar os resultados quando a demanda aumentar.
E essa preparação vai muito além da mídia. Passa por construir atenção antes da data, testar campanhas e ofertas, revisar a experiência de compra, planejar novembro como um período comercial mais amplo e garantir que marketing e operação estejam preparados para trabalhar juntos.
Neste artigo, reunimos seis prioridades para colocar em prática ainda em outubro e chegar a novembro com uma operação mais preparada para transformar o aumento da intenção de compra em vendas.
Afinal, a Black Friday não deveria ser o momento de descobrir o que funciona. Deveria ser o momento de acelerar o que já foi testado e preparado.
1. Comece a disputar atenção antes de disputar a venda
Antes de comprar, o consumidor pesquisa, compara preços, conhece novas marcas e avalia alternativas. Por isso, esperar novembro para começar a aparecer pode significar entrar na disputa quando parte das preferências já começou a ser construída.
Dados apresentados pela RTB House ajudam a dimensionar esse intervalo: em média, um usuário impactado por uma campanha de meio de funil leva cerca de um mês e meio para avançar para etapas mais próximas da conversão e ser alcançado por esforços de retargeting.
Em outubro, mídia e conteúdo podem trabalhar para colocar produtos e marca no radar de quem já está pesquisando.
O objetivo não precisa ser antecipar toda a pressão de venda da Black Friday. É construir uma audiência mais preparada para avançar quando as ofertas chegarem.
Na prática: identifique os produtos e categorias prioritários, comece a trabalhar sua comunicação e use outubro para entender quais mensagens, públicos e produtos despertam mais interesse.
2. Teste agora o que pretende acelerar em novembro
A Black Friday tende a aumentar a pressão por resultado. Por isso, deixar testes importantes para novembro pode tornar erros mais caros.
Outubro é o momento de entender quais campanhas, criativos, públicos, ofertas e páginas apresentam os melhores sinais antes de aumentar o investimento.
Isso também ajuda a evitar uma armadilha comum: acreditar que mais verba vai resolver problemas que ainda não foram identificados.
Na prática: revise os resultados das campanhas atuais, teste diferentes argumentos e ofertas e identifique onde estão os principais gargalos antes de definir onde investir mais.
3. Faça uma compra no próprio e-commerce
Atrair mais pessoas não adianta se a experiência dificulta a compra.
E essa revisão precisa considerar principalmente o celular. Segundo a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2026, da Tray, 73% dos consumidores indicam preferência pelo smartphone no momento da conversão.
As condições de pagamento também ganham importância: de acordo com o mesmo levantamento, 58% apontam o cartão de crédito parcelado sem juros como preferência, enquanto 39% indicam o PIX. A pesquisa também mostra que a oferta de descontos no PIX influencia a decisão de compra de 59% dos entrevistados.
Na prática: faça uma compra completa como cliente. Pesquise um produto, acesse a página, adicione ao carrinho, aplique um cupom, escolha o pagamento e finalize o pedido. Observe onde existem dúvidas, etapas desnecessárias ou pontos de abandono.
4. Planeje novembro como um mês, não como uma sexta-feira
A própria dinâmica da Black Friday está mudando.
Segundo a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2026, da Tray, 54% dos consumidores preferem diluir suas compras ao longo de novembro, enquanto apenas 20% pretendem concentrar as aquisições exclusivamente na sexta-feira oficial.
Isso significa que a estratégia não deveria depender de uma única oferta ou de alguns dias de mídia mais intensa.
Na prática: organize um calendário para novembro. Pense em momentos de aquecimento, ofertas, comunicação com a base, recuperação de carrinhos e oportunidades para continuar presente enquanto o consumidor pesquisa e compara.
5. Faça marketing e operação trabalharem juntos
A Black Friday não acontece apenas no gerenciador de anúncios.
Estoque, preço, conteúdo, plataforma, atendimento, CRM e mídia fazem parte da mesma experiência. Quando essas frentes não estão conectadas, aumentar o tráfego pode apenas tornar os gargalos mais visíveis.
Outubro é a hora de verificar se aquilo que está sendo planejado no marketing também pode ser sustentado pela operação.
Na prática: alinhe produtos prioritários, disponibilidade de estoque, condições comerciais, calendário de comunicação e investimento em mídia. Quanto menos decisões críticas precisarem ser improvisadas em novembro, melhor.
6. Pense além da primeira compra
A Black Friday também pode colocar novos consumidores em contato com a marca pela primeira vez.
Por isso, o resultado da data não precisa terminar no pedido realizado em novembro.
A preparação também deve considerar o que acontece depois da conversão: relacionamento, CRM, novas ofertas e oportunidades de recompra.
Na prática: revise as comunicações de pós-compra e pense desde já em como os novos clientes conquistados durante a Black Friday continuarão se relacionando com a marca.
Outubro é o mês de preparar o que novembro vai acelerar
Vender mais na Black Friday não começa simplesmente aumentando o investimento quando novembro chega.
Começa entendendo agora o que precisa ser ajustado, testado e conectado para que o e-commerce esteja preparado quando a demanda aumentar.
É essa visão integrada que orienta o M360, metodologia da Mahara. Partimos de uma imersão no negócio para entender contexto, desafios e oportunidades. A partir daí, conectamos estratégia e execução e acompanhamos dados e aprendizados para evoluir continuamente.
Porque tráfego pode acelerar resultados. Mas, antes de acelerar, é preciso ter clareza sobre o que está pronto para crescer.
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